terça-feira, 18 de março de 2008

Preparando-se para o TCU: é preciso ter estratégia!

Reprodução do texto publicado em 21/07/2007, quando da ocasião do concurso TCU 2007.


Caros colegas concurseiros da turma do TCU,


Como muita gente já previa, as provas para o concurso do TCU serão realizadas pelo CESPE, o que, ao meu ver, é uma vantagem muito grande para aquelas pessoas que estão se preparando seriamente. O CESPE é uma instituição que, em suas provas, prima pela boa elaboração das questões e principalmente, pelo raciocínio do candidato.


O edital contém algumas matérias novas e inesperadas, mas isso não necessariamente é algum ruim. Com isso, está todo mundo igual, todo mundo no páreo. Quem achava que já tinha muita gente estudando há muito tempo, agora tem chances de recuperar o tempo perdido, pois todo mundo vai ter que estudar matérias novas.


Quem já estava firme nas básicas, como Direito Constitucional, Administrativo e Contabilidade (da área fiscal) agora tem mais tempo para se dedicar a outras matérias específicas do TCU.


Mais adiante irei fazer uma análise mais minuciosa do edital, mas gostaria, de antemão, deixar uma coisa na mente dos concursos: é preciso ter estratégia para ser aprovado em um concurso desse tipo. É lógico que estudar é fundamental, mas, mais do que isso é preciso ter estratégia de 'guerra' para passar. Pela extensão do edital, é lógica e humanamente impossível estudar todos os pontos ali elencados. Nesse e em todos os concursos de mesmo nível (AFRF, por exemplo) não é possível para o candidato cobrir todo edital, ainda que queira. Então é preciso ter estratégia para selecionar aquilo que é mais importante, aquilo que tem mais chance de passar, focar nos pontos fracos, ver o que é relevante e o que não é fazer um contrato de risco igual ao goleiro defendendo pênalti. Escolher um canto e ir. Nem sempre vai dar certo, mas uma bola dentro que você dá na sua estratégia já te coloca à frente anos-luz do candidato sem estratégia que acha que tem que estudar tudo minuciosamente.


Em 2004, eu fui aprovado pela primeira vez no concurso do TCU. Nunca tinha estudado auditoria e, pela extensão da matéria cobrada no edital e pelo tempo disponível, resolvi deixar de lado essa matéria. Foi uma aposta arriscada, mas calculada. Sabia que era o CESPE o elaborador da prova e que não havia reprovação por matéria. Então se eu pudesse compensar a deficiência em auditoria com uma boa performance em outras matérias, eu ganharia tempo de estudo e poderia sair na frente em outras matérias que eu tinha maior conhecimento.


Resultado: tinha uns 20 itens de auditoria na prova e eu respondi quatro itens e acertei. Os outros 18 que eu tinha dúvidas eu simplesmente tive sangue frio para não responder. Fiz 4 pontos líquidos. Suficiente para fazer mais pontos que vários colegas meus que estudaram por longos dias auditoria...mas que não tiveram estratégia. Teve um amigo meu do TCDF (onde trabalhava na época) que era especialista em auditoria. Tinha mestrado em auditoria do setor público. Respondeu 18. Acertou 12 e errou 6. Saldo líquido de 6, apenas 2 pontos a mais do que eu. Na outra parte da prova eu 'dei de goleada' e virei o jogo a meu favor. Fui terceiro colocado do concurso.


Em 2006, a mesma coisa: não estudei direito civil e processo civil. Avaliei que dava para ir para prova sem isso. Quase me dei mal, pois a prova era da ESAF e tinha mínimos por prova, mas acertei o mínimo e acabei passando de novo. Como disse, era um contrato de risco. E o risco maior é o candidato não ter estratégia nenhuma. Não saber seus pontos fortes e fracos. Sem estratégia, passar em um concurso fica muito mais difícil. Comece a preparar a sua.

Um comentário:

Unknown disse...

Olá Fernando,

Me diga uma coisa, qual seria sua estratégia para este concurso, tendo em vista as novas matérias - penal, civil e proc. civil.
O que vc deixaria de estudar, quais matérias vc daria ênfase?

Cristina